«Queremos o que é nosso»<br>exigiram os jovens
«Educação pública, gratuita e de qualidade» e «Queremos trabalhar e ser felizes no nosso País» eram as duas grande faixas empunhadas pelos jovens que, em grande número e com um imenso entusiasmo, participaram na Marcha. Em cartazes e panos mais pequenos exigia-se o fim das propinas, obras nas escolas, menos alunos por turma, o regresso do passe escolar, o fim da precariedade e emprego com direitos. A juventude, sendo o futuro do País, é já também o seu presente e tem disso consciência. O próprio lema da Juventude CDU para a Marcha mostrava-o: «Que Seja Agora! Queremos o que é Nosso!»
Durante todo o percurso da Marcha, os jovens foram dos participantes mais entusiastas, cantando, saltando e entoando palavras de ordem relativas às suas aspirações e às mil e uma razões de queixa dos jovens trabalhadores ou estudantes para com a política de direita de sucessivos governos PS, PSD e CDS. «Somos muitos, muitos mil, para continuar Abril» foi uma das mais vezes ouvida. Pelo que se viu, Abril está vivo, e bem vivo, no coração daqueles que, não o tendo vivido, compreendem o seu significado e estão dispostos a lutar pela sua concretização.